Mais uma vez, não consigo publicar um capítulo no seu tempo devido. Peço desde já desculpa por isso, mas há de facto alguns problemas pessoais que têm condicionado a minha escrita e não quero de maneira nenhuma que isso influencie negativamente o final desta história. Já comecei a escrever o último capítulo e tenho que confessar que se torna muito difícil despedir-me destes meus quatro fantásticos. Procuro um final justo para o Pedro, Raquel, Ricardo e Daniel. Para um deles o final é certo, trágico mas belo. Para os outros é difícil encontrar um rumo, apesar de saber bem o que lhes quero dar.
Ao longo destas semanas fui desenvolvendo uma história que me agarrou desde o início e que me deu imenso prazer contar. O melhor de tudo foi receber o feedback dos meus leitores, ouvir as suas opiniões, as críticas construtivas, as queixas...
Com isto tudo acabei por me afeiçoar aos meus quatro meninos. Vivi com o Pedro a fraqueza do suicídio. Sofri com a Raquel a perda de um ente querido, a entrega do sexo puro e duro. Confrontei-me com o Ricardo nas suas deambulações pelo “mundo gay”. Enfrentei o Daniel com a sua “sociopatia”, com a sua genialidade, a sua doença.
Todos os dias, quando ia dormir, ficava a pensar neles, no que lhes havia de dar. Pensava que o mais justo para o Pedro seria perder a namorada que traiu, que a Raquel merecia encontrar força em si própria, que o Ricardo precisava de bater no fundo do poço para depois voltar a subir até à luz, que o Daniel sofreria pelas incongruências dos seus actos. Cheguei a chorar enquanto escrevia algumas partes da história, sobretudo no capítulo VII. Mas e agora? É certo que o final não será definitivo. Tudo o que eu escrever permanecerá em aberto, tal como a vida de todos nós. Cada um poderá depois imaginar a continuação da vida deles, mas tudo o que eu escrever condicionará os limites para essa imaginação. Com isso tudo, só espero não desiludir em nada.
Quem me conhece diz que pus muito de mim nesta história. É mentira, eu não pus muito de mim, pus tudo.
Ripper
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